Mercado odontológico brasileiro

ABIMO mapeia perfil de atuação e consumo de dentistas do país.

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Agosto 2015 Edição do Mês

Fonte: ABIMO


A ABIMO - Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios, em parceria com o Grupo Key-Stone, consultoria italiana especializada no setor odontológico, que fornece dados a grande parte do mercado europeu, elaborou um estudo, feito com dentistas do Brasil inteiro, contendo informações de compra e preferências de marcas, além de quotas de mercado e tendências de todos os segmentos da Odontologia.

A apresentação do “Censo da Odontologia Brasileira” ocorreu na sede da Fiesp, em São Paulo, e mais de 90 representantes de indústrias associadas, não associadas, dentais, associações e seguradoras estiveram presentes.

Segundo a coordenadora de inteligência comercial da ABIMO, Katherine Guimarães, o intuito do estudo é disponibilizar para as empresas a oportunidade de conhecer o mercado e o perfil de seus clientes no país, podendo assim, elaborar as suas estratégias comerciais.

As entrevistas com os dentistas ocorreram nos meses de maio e junho de 2014. Foram realizadas ao todo 1.227 entrevistas com os proprietários dos consultórios odontológicos ou responsáveis por compras.  Foram excluídos da amostra os centros de radiologia odontológica.

 

Perfil de dentistas e clínicas

O Censo apresenta dados que vão desde o perfil demográfico e estrutural às macrotendências, divididas por especialidades odontológicas, como especializações praticadas nos consultórios, desempenho em 2014 comparado a 2013, número semanal de consultas e atendimentos únicos, formas de pagamento mais utilizadas, gastos mensais com compras, preferências de fornecedores, marcas, entre outros.

Segundo o Conselho Federal de Odontologia, existem no Brasil, hoje, 41.297 consultórios com dois ou mais dentistas. As entrevistas apontaram que 53% deles estão localizados na região Sudeste do País. Nordeste e Sul do Brasil estão empatados em segundo lugar, com 16% dos consultórios.

Outro dado interessante é que a faixa etária média dos dentistas é de 47 anos e a maioria montou seus consultórios até o ano de 1995.

O estudo mostrou que 30% da população brasileira foram a consultórios privados no último ano. Além disto, indicou que 74% dos consultórios são generalistas, realizando todos os tipos de tratamento e que têm, em média, 67,5 consultas semanais, atendendo mais de 890 pacientes por ano. As regiões Nordeste e Centro-Oeste apresentam média de consultas por consultórios maior que a nacional.

Foi abordada também a percepção de desempenho por especialidade, que compara o ano de 2014 em relação a 2013. Os dados obtidos mostram que, de acordo com os dentistas entrevistados, houve aumento na área de Implantodontia, seguido por Ortodontia.

Seguindo sua apresentação, Roberto Rosso, presidente da Key-Stone, falou sobre as formas de pagamento aceitas pelos profissionais. O estudo apontou que 42% das clínicas aceitam o pagamento por meio de convênios odontológicos. “Porém, o total de pacientes que optam por tratamentos com este método de pagamento é apenas de 21%”, disse. A incidência de pacientes que pagam com convênio é muito mais baixa entre os titulares de clínicas mais jovens e aumenta nas clínicas que atendem mais pacientes.

 

Gastos mensais com compras

Outro importante item, principalmente para o planejamento de estratégias para 2015 da indústria odontológica, foram os gastos mensais em compras com materiais de consumo odontológicos.  “O mercado anual de consumíveis fica entre R$ 800 e R$ 900 milhões”, disse Rosso. “Juntos, todos os entrevistados citaram mais de 400 fornecedores diferentes, sinal de uma enorme fragmentação de mercado”.

 

Implantodontia

Segundo as entrevistas, o tratamento especializado de implantes limita-se a 8% dos entrevistados, enquanto 17% realizam implantes com a parceria de um colaborador externo. Um a cada quatro dentistas encaminha os próprios pacientes para algum colega. “A análise mostra também certa heterogenia na fidelização a uma só marca neste caso”, finalizou Rosso.

 

Clareamento em alta

Muitos consultórios realizam tratamentos de clareamento dental: “Este dado é muito mais alto do que em qualquer outro país da América Latina e Europa”, adiantou Rosso. “Esse com certeza é um setor muito promissor para os negócios”. 

Para o superintendente da ABIMO, Paulo Fraccaro, os dados do estudo são valiosíssimos para todas as empresas ligadas à cadeia de produtos odontológicos: “Não estamos falando de dados quantitativos, apenas”, comentou. “A qualidade desses dados, vindos da opinião dos próprios dentistas, é uma foto nítida do comportamento de compras dos nossos clientes”.

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